Vício no jogo: como detetá-lo antes que seja tarde demais

vício no jogo

Os jogos de azar sempre foram uma forma de divertimento que, por vezes, degeneram numa dependência. Saiba como evitar o vício no jogo!

A linha que separa o entretenimento da dependência

Na maior parte dos casos, o primeiro contacto com os jogos de azar é casual. Os casinos físicos são locais onde habitualmente decorrem eventos sociais e o primeiro contacto com o jogo pode ocorrer de forma espontânea e inofensiva. O jogo deve ser encarado como uma forma de entretenimento que, tal como muitas outras, tem um custo monetário. A possibilidade de lucrar deve ser interpretada como um extra.

Dissociar o entretenimento da ganância é, por vezes, difícil para alguns jogadores – esta é uma das principais causas do vício no jogo. As primeiras sessões de jogo podem ser determinantes para moldar a perceção que um jogador tem sobre os jogos de azar. Lucros consideráveis nas primeiras sessões de jogo, podem induzir num jogador a ideia de dinheiro fácil e fazê-lo jogar de forma obsessiva, com o objetivo de alcançar uma nova vitória.

Lembre-se, o jogo é uma forma de entretenimento e não uma forma de obter rendimentos.

Primeiros sintomas de dependência do jogo

O vício no jogo desenvolve-se lentamente, muitas vezes sem que o jogador tenha noção da sua dependência. Assim sendo, numa fase inicial os sintomas de dependência do jogo não são muito visíveis.

Porém, existem dois sinais de alerta (que se manifestam desde muito cedo) e que todos os jogadores devem estar atentos:

  • Perseguição das perdas: um jogador com um vício no jogo tem a tendência de continuar a jogar para recuperar as suas perdas. Contudo, ao tentar recuperar as perdas, o desfecho mais plausível é vir a perder ainda mais dinheiro.
  • Aumento progressivo do dinheiro investido no jogo: uma das manifestações do vício do jogo é a necessidade de fazer apostas cada vez maiores para continuar a desfrutar dos jogos de azar. Naturalmente, apostas mais altas significam mais dinheiro investido.

Formas de combate ao vício do jogo

Tal como qualquer vício, todo o processo para ultrapassar a dependência do jogo requer dedicação e «força de vontade».

Quando jogados com moderação, os jogos de azar não representam qualquer ameaça à saúde mental ou financeira dos jogadores. O importante é que os jogadores saibam reconhecer quando os seus hábitos de jogo começam a ser perigosos e imponham limites para evitar que o problema escale até um vício grave no jogo.

Limitar o dinheiro investido no jogo

Se o tempo ou o dinheiro que despende no jogo é cada vez maior, deve encontrar uma forma de controlar os seus hábitos de jogo.

Na maior parte das suas sessões de jogo, o dinheiro investido está diretamente relacionado com a duração das sessões de jogo. Logo, limitar o montante que investido no jogo é uma boa forma de controlar e disciplinar os hábitos de jogo. Pode ainda estabelecer metas de redução do dinheiro investido, principalmente ao jogar em casinos que permitam depósitos baixos.

Jogar sem investir dinheiro real

Para a maior parte dos jogadores, a adrenalina dos jogos de azar está na possibilidade de ganhar dinheiro. Porém, se o jogador procura apenas a emoção dos jogos de azar (tal como qualquer videojogo) pode continuar a jogar sem investir dinheiro real. Existem vários sites que disponibilizam jogos de casino grátis. Alternativamente, pode utilizar os bónus sem depósito que os casinos oferecem como bónus de boas-vindas. No entanto, tenha cuidado para não sofrer uma recaída quando esgotar os bónus.

Autoexclusão

A autoexclusão é uma ferramenta normalmente utilizada por jogadores com dependência severa do jogo. Todos os casinos que operam legalmente em Portugal são obrigados a disponibilizar esta ferramenta aos seus jogadores.

A autoexclusão consiste na impossibilidade de um jogador aceder a um determinado casino (ou conjunto de casinos) por um período predeterminado. Esta ferramenta é adequada para jogadores que já não têm qualquer autocontrolo sobre os seus hábitos de jogo.

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